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Sem medo de serem vaidosos

Rayssa Campos
rayssa@heliodiff.com

Comemoracoes

Você se lembra do que brincava ou fazia quando tinhas entre 3 a 12 anos? No mínimo você tinha meia dúzia de bonecas, uma casinha e aqueles conjuntinhos de panelinhas. Ou quem sabe um caminhão bem grande de madeira, uma bola pequena para o futebol e outra grande bem colorida e um vídeo game da época. Pois é, esses tempos mudaram. Você cresceu, teve filhos e agora o que eles querem?

Bonecas até no máximo os 5 anos, caso as amiguinhas também brincarem. Um kit de maquiagem até os 4 anos, depois disso elas querem ir ao salão de beleza e já escolhem suas próprias roupas. Claro, para quem tem mais de 10 anos um celular moderno e roupas da moda. As crianças acompanharam a modernidade e agora tem suas próprias opiniões sobre seus brinquedos, gostos e roupas.

Toda essa mudança nos leva a refletir se isso é bom ou se até mesmo uma opinião formada de um pequeno prodígio pode ser uma boa qualidade. Para nos ajudar a pensar sobre o assunto, a psicóloga Clarissa Vaz Dias (33), mãe do mocinho Nilo Vaz Dias (7) e a pequena Paloma Vaz Dias (4), vai nos explicar alguns por quês para toda essa transformação.

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1. A partir de qual idade as crianças já tem esse poder de decisão?

Poder de decisão é um valor ético, moral e legal. Do ponto de vista emocional o poder de decisão cabe à medida que há comprovação da maturidade para assumir uma escolha e/ou atitude.

2. Incentivar a vaidade é importante para formação de personalidade do futuro adulto?

Absolutamente sim! Lembrando sempre que não se devem extrapolar os limites, com qualquer que seja o incentivo.

3. Qual o limite para o incentivo da criança tomar suas próprias decisões?

Critérios que incluam sua integridade, seu bem estar biopsicossocial (biológicos, psicológicos e sociais), as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente e sempre, sua individualidade.

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Os pequenos devem sim ter poder de opinar, eles apenas precisam de uma orientação quanto ao certo e o errado, o que pode ser exagero ou que não combine com eles. Já recebemos várias mocinhas que trocaram uma festinha de aniversário, por um dia de beleza com as amigas no HelioDiff.

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Além de toda a orientação, as crianças ainda assim precisam usar os serviços e produtos certos para sua idade. Pigmentar os cabelos, fazer processos químicos ou mesmo tirar as cutículas não são indicados para as menores de 12 anos. Existem linhas de tratamento capilar, assim como esmaltes desenvolvidos especialmente para elas, como você já pôde ler em nosso Blog.

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Como mãe, a psicóloga Clarissa afirma que não vê mal algum em levar os filhos ao salão de beleza ou incentivar o uso de cosméticos e cuidar do corpo. “Se eu faço a unha e a Paloma está junto, lhe dou o direito de pintá-las também. Isso não acontece com as sobrancelhas! Explico o que temos de diferente e tento ajudá-la a valorizar a idade.”

Quanto aos cremes? Quando passo filtro solar ela pergunta: Mamãe é creme de ficar bonita pra sempre? Respondo: Sim, creme de beleza! Tudo é uma questão de referencial. A vaidade é saudabilíssima, e compartilho este posicionamento pessoal e profissionalmente, por onde passo. Devemos apenas nos precaver com a vulgarização da infância. Muito cuidado em não confundir beleza e vaidade com precocidade.

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Todos esses cuidados são tomados também com os meninos. Assim como as meninas, eles precisam desenvolver uma personalidade forte quanto às escolhas tomadas. O corte de cabelo, o estilo de roupa e até mesmo quanto o sapato a usar. Nilo de 7 anos, se deparou com uma situação que precisou ter pulso forte. Antes mesmo das sandálias Crocs se tornarem moda, ele já usava e um coleguinha riu dos novos sapatos. Nilo teve personalidade e orgulho do calçado que, por exemplo, substituía o chinelo na natação, contou Clarisse.

Pelo visto os pequenos estão crescendo cada dia mais rápido e tomando suas decisões com bons fundamentos e que sejam coerentes com sua personalidade. Como a psicóloga deixou bem claro, incentivar as crianças é muito importante, principalmente para torná-las adultos com opniões bem fundamentadas, porém devemos respeitar o seu tempo e mostrar a eles, de uma forma bem tranquila, quais os seus limites. O importante nessa fase da vida é brincar, bagunçar, da forma como eles acharem mais divertido. No momento terão maturidade para discernir como e quando cuidaram da sua própria aparência, assim como de outras áreas da sua vida. Mas, enquanto não crescerem o suficiente para isso, deixem que a imaginação seja responsável pela diversão diária deles.